11.3.06

07 - SALVAÇÃO

Salvação nos leva a lembrar bem-aventurança, estado reservado aos espíritos altamente iluminados, que já estão livres do carma, que já estão limpos de todos os sentimentos inferiores que os prendem nos planos grosseiros da carne.

Há muitos religiosos que condicionaram essa palavra - Salvação - como se fosse um passe de mágica, como força preponderante para a felicidade pessoal. Esquecem-se de que, para se salvarem, dependem de variadas atitudes e um esticado aprimoramento espiritual, conferido pelo tempo, além de ingentes esforços em todos os rumos da iluminação.

É de se notar que todo trabalho que fizermos para a nossa melhoria moral é muito útil. No entanto, essa realização não se faz de um dia para outro; demanda prolongados exercícios na área interna, e quase sempre não acreditamos na sua eficácia. Iludimo-nos mais com o campo exterior, cheio de ilusões e de nuances convidativas para a vaidade e o orgulho.

Ninguém se salva por ser tocado pelo arrependimento, pois ele é apenas uma das portas que se abrem na limpeza gradativa das nossas sujeiras morais. Enganar a nós mesmos é disfarçar exteriormente. Porém, por dentro, continuamos o mesmo espírito dotado das mesmas intenções que antes alimentávamos. A iniciação por dentro é a mais difícil operação da criatura; a externa sacode e torna visível todas as nossas inferioridades, qual o cair das moedas dos ricos no gazofilácio.

Queremos mostrar, a todo custo, a todas as pessoas, quando iniciamos, por fora. E quando começamos a cirurgia moral em nós mesmos, fazemo-lo em silêncio, acumulando forças para o grande trabalho de fecundação. A salvação, no termo em que devemos compreendê-la, é a conquista da alma, e não doação de onde quer que venha. É bênção de Deus nas linhas do tempo, é maturidade do espírito.

Também nós, que te falamos através do contributo mediúnico de um sensitivo, temos inúmeras arestas a serem aparadas. Sentindo isso em nosso coração, queremos ser um cirurgião de nós mesmos e realizar muitas operações morais em nossa própria conduta.

Precisamos uns dos outros, encarnados e desencarnados, porque somos todos irmãos e filhos de Deus. É bom que não penses que o desencarne é sinônimo de salvação. A alma é na erraticidade o que foi na Terra, e vice-versa. Os santos e sábios, quando se apresentam como tais, trabalharam milhares de anos a fio no aprimoramento próprio.

A nossa intenção é, com toda a sinceridade d’alma, convidar os homens para uma grande fusão de valores em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo e d’Ele beber a água pura do Amor e passar a compreender como é bom aprender a amar, porque fora do Amor não há salvação para a Humanidade.

E esse Amor tem um preço: o preço da auto-educação que devemos iniciar.
Vamos começar hoje ? Agora ?

CIRURGIA MORAL, LANCELLIN, pelo médium João Nunes Maia

27.2.06

MORTE - DESENCARNAÇÃO
ENTREVISTAS E LIÇÕES – Divaldo Pereira Franco
“85. As desencarnações são freqüentes em todas as famílias, proporcionando grandes sofrimentos aos que ficam, principalmente, quando se trata de crianças ou jovens. Qual deve ser o nosso comportamento diante da desencarnação de familiares? As lágrimas prejudicam os que partiram ?----- R. Se, quando eu desencarnar, ninguém chorar por mim, eu me sentirei profundamente infeliz, porque terei a prova documental de que não logrei realizar o amor. Maria Santíssima, diante da cruz, chorou o filho exangue: quando soube que ele havia ressuscitado exultou de júbilo. A lágrima é um sentimento que se exterioriza, denotando alegria ou tristeza, raiva, paixão, ansiedade ou medo. As lágrimas da saudade são perfeitamente naturais e fazem parte de todo o organismo animal. É natural que as emoções se exteriorizem nas lágrimas. O que perturba, no entanto, aqueles que partem, são a revolta surda, o desespero aos brados, a imprecação do inconformismo, as expressões de fúria, com ou sem lágrimas. Os espíritos nos dizem que as evocações afetuosas fazem-lhes um grande bem. As blasfêmias, os desesperos, chegam-lhes como ácido, porque eles se sentem responsáveis pela aflição dos seres queridos, sem que tenham responsabilidade nisto. E entre chorar um ente querido que parte, a deblaterar diante de alguém que desencarna, vai um grande pego.”

PARADOXOS ATUAIS - MODERNIDADE

--- Autor Desconhecido
Vivemos neste tempo um dos maiores paradoxos da história:
- Temos prédios mais altos e paciência mais curta; casas mais bonitas, lares quebrados;
Conseguimos domicílios maiores e optamos por famílias menores.
- Multiplicamos as posses e reduzimos os verdadeiros valores; compramos mais, desfrutamos menos.
- Temos mais diplomas, mas menos senso; mais conhecimento, menos julgamento;
assistimos muita TV, vemos o mundo todo ao vivo, olhamos para fora e vemos pouco de dentro,
sentimos que nossas vistas se alongam, mas nossas percepções se encurtam;
- Falamos muito de Deus e oramos muito pouco;
- Temos mais telefones, e menos comunicação;
- Contatamos facilmente, amamos pouco, odiamos demais.
- Possuímos uma qualificada medicina e menos saúde; pílulas que fazem de tudo, animar, acalmar, até abortar.
- Esses são tempos de comidas rápidas, digestão lenta; mais comida, menos nutrição, mais fome;
- Temos homens cada vez mais altos e de caráter cada vez mais baixo;
Lucros crescentes ao lado do empobrecimento interior;
Grandes públicos e relacionamentos superficiais; multidões enormes com tantos solitários juntos;
- Estes são dias de duas fontes de renda, mais equiparações e no entanto muito mais divórcios.
- Aprendemos a nos apressar e não a esperar, ou esperamos muito e não agimos.
- Temos estradas mais largas, e pontos de vista mais estreitos; dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moral descartável, relacionamento de uma noite só; famílias descartáveis;
- Fomos à Lua, mas nunca mais à rua para visitar o novo vizinho;
- Conquistamos espaço exterior e abandonamos o interior;
- Aprendemos a sobreviver, esquecendo de viver. Adicionamos anos à vida, e não vida aos anos;
- Tempo que muito se fala em amor, e pouco se pratica ou se conhece do verdadeiro Amor;Que Jesus nos ajude a enxergar e entender melhor a vida e a vivê-la com mais amor, capacidade de discernimento e poder de escolha e que nos ajude muito, muito mesmo, a fazer boas escolhas.

A OBRA KARDEQUIANA

Allan Kardec (03.10.1804 a 31.03.1869), responsável pela codificação do Espiritismo, publicou as seguintes obras a respeito do tema, além de outras, de natureza pedagógica :

O Livro dos Espíritos, 1.857
Revista Espírita, 1.858
O Livro dos Médiuns, 1.861
O Evangelho Segundo o Espiritismo, 1.864
O que é o Espiritismo, 1.864
O Céu e o Inferno, 1.865
A Gênese, 1.868
Obras Póstumas, 1.890

Em 1.858 Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, primeira entidade a estudar o tema ESPIRITISMO, tal qual o conceituava o codificador, como um ramo do conhecimento que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal, tripartindo a visão do estudioso nos campos da ciência, da filosofia e da religião. O espírito Emmanuel afirmou que no “Espiritismo, a Ciência indaga, a Filosofia conclui e o Evangelho ilumina...A ciência e a Filosofia são os meios, o Evangelho é o fim”.

Os fenômenos espíritas sempre existiram, porque sempre fizeram parte da natureza. Os registros históricos de fenômenos mediúnicos remontam aos princípios da história humana e prosseguem até hoje. Não são portanto exclusivos da doutrina espírita, mas fatos da vida.

Para a doutrina Espírita DEUS é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, é único, imutável, eterno, imaterial, todo-poderoso, justo e bom.O homem não tem maior compreensão da natureza de DEUS por faltarem-lhe os sentidos,mas desde a sua criação sente DEUS dentro de si e em tudo. Desde o homem mais primitivo até o mais civilizado, todos têm em si a consciência da presença de DEUS em tudo.
Todos os Espíritos foram criados simples e ignorantes, com um único destino: caminhar na estrada da evolução em direção ao PAI. Nenhuma obra de DEUS se perderá. O destino do homem é estar cada vez mais próximo da felicidade que DEUS lhe reservou. A criação divina não terminou, ela está em curso no trabalho de evolução do homem e depende dele também, através do aprendizado e do exercício da inteligência e da moral, consistente no uso do livre-arbítrio durante sucessivas oportunidades de experiência (encarnações) em diferentes mundos, adequados às suas necessidades. Viverá segundo suas opções, desencadeando na vida as experiências necessárias para seu progresso (lei de causa e efeito). O PAI é só AMOR e de DEUS só vem AMOR.

O Espiritismo vê em JESUS o mais perfeito exemplo deste mundo, o nosso Mestre Maior, o Espírito de Luz dedicado por seu grande amor universal aos trabalhos de evolução do homem encarnado ou desencarnado, vinculado ao nosso mundo. No Evangelho, nas notícias da Boa Nova, é que foi anunciada a vinda do Paracleto, do Consolador Prometido – o Espiritismo - que, precedido por Moisés (que trouxe a Lei de Justiça) e por Jesus (que trouxe a Lei do Amor) veio trazer-nos o entendimento maior da realidade que considera amplamente a vida, no mundo espiritual e no mundo material, para que tenhamos uma maior compreensão dos ensinamentos de amor de JESUS e do amor inexcedível de DEUS.

O lema espírita é “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO“, compreendendo a caridade como o amor ao próximo em ação, em prática, gerando frutos e espalhando fraternalmente tudo aquilo de bom depositado por DEUS em nossas mãos, cumprindo o maior de todos os mandamentos, ensinado pelo mestre JESUS – “ Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo teu Espírito. Amarás teu próximo como a ti mesmo.”
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PAZ E ESPERANÇA - SÃO POSSÍVEIS ? SIM.

ENTREVISTAS E LIÇÕES – Divaldo Pereira Franco
“178. Poderia dar-nos uma mensagem de paz e esperança com extensão a todos os nossos leitores?
--- Nunca houve tanto amor na Terra, como hoje, embora as aparências informem o contrário. Jamais, na Terra, tantos se preocuparam com outros tantos, como agora. Os laboratórios de pesquisa, na área da saúde, estão repletos de missionários do amor, procurando debelar males que afligem centenas de milhões de indivíduos. Missionários da caridade e do conhecimento proliferam em todo lugar, conhecidos uns, anônimos outros, proclamando a excelência do bem. Jamais houve tantos Organismos Internacionais preocupados com o bem das criaturas e da Humanidade, multiplicando-se, cada vez mais. A juventude, ainda aturdida pelo desequilíbrio dos adultos, caminha buscando afirmações e espaços para realizar-se. A promiscuidade e o despautério que nos visitam, chocando-nos, parece-me que são efeitos dos nossos atos anteriores de hipocrisia. Saturados de prazeres, logo mais, seremos convidados a uma revisão de conteúdo dos nossos anseios e voltaremos, algo arrebentados, ao equilíbrio e a buscas mais preciosas. Assim, confiemos no amor, amando a todos, indistintamente, mesmo aqueles que, por prazer mórbido e vitimados por psicopatologias que fingem ignorar, nos perseguem, caluniam, impossibilitados de superar-nos. Consideremo-los nossos irmãos necessitados e, sem revidar, espalhemos a simpatia, o otimismo e a esperança que dominarão a Terra, logo mais. Vale a pena confiar no Bem e vivê-lo, conforme a Doutrina Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”

SER FELIZ É UMA ESCOLHA - OPTE.

MOMENTOS DE SAÚDE – Joanna de Ângelis
Psicografia de DIVALDO PEREIRA FRANCO.
“ Ser feliz é uma escolha ? Como fazer para lograr a felicidade ?”

Podes e deves ser feliz. Esta é a tua liberdade de escolha.
Se te encontras atrelado ao carro das aflições, porfia construindo o bem e te libertarás.
....A vida renova-se a cada momento....Não dê tréguas à desdita, à ociosidade, aos queixumes. És senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito. Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda. É necessário que te envolvas com o programa divino. Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar. Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa. Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo, empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz.

FIQUE COM A LUZ – CALUNGA

“A vida é muito generosa, está sempre nos dando alguma coisa, sempre nos oferecendo uma nova alternativa, uma nova oportunidade. Mas quase sempre a gente não percebe isso e ficamos na eterna reclamação: --- Ah, está me faltando isto, está me faltando aquilo. Mas que a vida está dando, isso é verdade. Está nos dando a oportunidade de aprender, de desenvolver, de crescer. Está nos dando a oportunidade de experimentar. Mas a nossa imaginação sempre rema ao contrário. Criamos ilusões, achando que vida boa é a vivida pelo outro, que a felicidade se encontra em outras situações, sempre aquelas não alcançadas por nós. Somos sempre ingratos com a vida, ingratos com o que nos foi reservado. Cegos, deixamos de viver o real para nos afundar na vida imaginária, desejada, invejada. Mas se a vida não anda do jeito que a gente teima em querer é porque a nossa natureza tem outros objetivos para nós, tem outra intenção para o nosso destino. E não adianta ficar naquela ”inconformação”, reclamando que a vida é ruim e ingrata com as nossas aspirações. Não adianta forçar as situações, lutar contra o que nos está reservado, querendo correr na direção do sonho, da fantasia. Sonhar faz parte da nossa vida, é como que uma força que nos dá esperança. Mas o sonho deve ser encarado como mais uma possibilidade, como uma variável que pode ou não ser alcançada. E temos que sonhar acordados, não é? Sonhar com os pés bem no chão. A gente tem mais é que sonhar para viver, mas nunca viver para sonhar. A vida continua, minha gente. E não adianta se esconder atrás de fantasias. Não adianta ficar correndo atrás de desejos, invejas. Não adianta brigar com a vida, se tornar resistente à sua verdade. Não adianta ficar inconformado. Quando entramos na energia da resistência e do inconformismo, a coisa não tem mais jeito. Tudo começa a encrespar, tudo fica ruim, tudo piora. Nada mais dá certo. Daí então é o desespero. A vida que a gente quer que seja tão boa – com as nossas fantasias de mudança “para melhor” – se torna um inferno. É o que dá levar muito a sério a nossa imaginação. --- Uai, minha gente, a vida tem muitas maneiras de nos suprir, mas sempre é do jeito dela. As coisas não podem seguir o caminho por onde a gente fica sonhando. Não é porque sonhamos, imaginamos, que vamos receber de mão beijada, assim gratuitamente. Não podemos ter a certeza de que o que sonhamos é para o nosso bem. Muitas vezes ganhamos alguma coisa que tanto desejamos e é aquela decepção. Na verdade, minha gente, quem vive bem é aquele que não faz planos, que não fica sentado imaginando uma vida diferente da que tem. Vive bem aquela pessoa que vai descobrindo a vida no dia-a-dia, recebendo de coração aberto as coisas boas – e também as ruins – e sabendo tirar proveito de tudo. É preciso saber viver como somos e com o que temos, pois tudo é muito interessante, proveitoso, enriquecedor. A pessoa que aprende a lidar bem com as coisas da vida vai sempre conseguindo tirar vantagens das situações. Vai aprendendo com as coisas boas, vai crescendo com os desafios, vai descobrindo todas as possibilidades e fazendo do ato de viver dias bem interessantes. É preciso perceber que a vida, apesar da rotina que teimamos cultivar, é uma coisa desconhecida, cheia de surpresas. Com otimismo, dá para sermos alegres, animados com todas as surpresas, com todas as possibilidades que se renovam no dia-a-dia. Mas as pessoas que insistem em ficar encruadas, na reclamação por não verem os seus desejos realizados, estas estão numa situação sem saída, abandonadas pela natureza. A essas pessoas com a vida parada, cheia de dificuldades, aqui vai o meu “palpite de defunto”: --- Desiste, desiste de tudo quanto é coisa que você imaginou, desiste da idéia que você criou sobre o que seja a felicidade, desiste do seu conceito de bom. Deixe de acreditar que existem faltas na sua vida. Desiste de tudo e vai viver o seu dia-a-dia com as coisas que estão à sua disposição, com as coisas que realmente são suas. Desiste intimamente dos seus sonhos e das suas ilusões e aceite tudo que a vida está trazendo. E preste muita atenção para onde a vida quer te levar – que certamente não é o lugar onde você quer estar, mas que é o melhor lugar. Entenderam, minha gente? Não adianta brigar com a vida, não adianta criar resistências contra o irremediável. Com consciência e lucidez, devagarinho você vai compreendendo o que é realmente a sua vida, quais são os seus caminhos, onde está a sua verdade. E quais são as suas reais necessidades. Daí em diante, quando você menos esperar, as coisas começam a andar, as coisas boas vão acontecer e você vai se surpreender ao perceber que situações simples, que você nunca imaginou, vão te dar alegria, vão te dar paz. Você vai se tornar uma pessoa diferente, motivada, capaz de descobrir tanta coisa que antes você não conseguia ver. A sua vida se tornará colorida, fascinante, cheia de chances. Tome consciência do que é seu, compreenda o valor do que tem e do que não tem. Avalie o porquê de tantos desejos inalcançados e analise se essas coisas todas que você tanto acha que tinha que possuir não passam de uma infeliz fantasia que te leva a acreditar que a felicidade está no que você não tem. Deixe tudo na mão da vida. A consciência universal proverá você na medida exata das suas necessidades físicas, materiais e espirituais. A sabedoria divina está além das suas ilusões, acima do seu orgulho.
Calunga, Fique com a Luz, por Luiz Antônio Gaspareto, Ed. e Gráfica Vida e Consciência.

ATITUDES MENTAIS - IDÉIAS CULTIVADAS

“O problema é de natureza mental. Modifiquem as próprias idéias e modificar-se-ão. Fiquem pois sabendo que nossas criações mentais preponderam fatalmente em nossa vida. Libertam-nos quando se enraízam no bem que sintetiza as Leis Divinas, e encarceram-nos quando se firmam no mal, que nos expressa a delinqüência responsável, enleando-nos por essa razão ao visco sutil da culpa. Afirma velho aforismo popular na Terra que o “ criminoso volta ao local do crime “ . Daqui podemos asseverar que, mesmo desfrutando a possibilidade de ausentar-se da paisagem do crime, o pensamento do criminoso está preso ao ambiente e à própria substância da falta cometida. O pensamento, atuando à feição de onda, com velocidade muito superior à da luz, e lembremo-nos de que toda mente é dínamo gerador de força criativa. Ora, sabendo que o bem é expansão da luz e que o mal é condensação da sombra, quando nos transviamos na crueldade para com os outros, nossos pensamentos, ondas de energia sutil, de passagem pelos lugares e criaturas, situações e coisas que nos afetam a memória, agem e reagem sobre si mesmos, em circuito fechado, e trazem-nos, assim, de volta, as sensações desagradáveis, hauridas ao contacto de nossas obras infelizes. Todos estamos ligados uns aos outros, na carne e fora da carne, e achamo-nos livres ou prisioneiros, no campo da experiência, segundo as nossas obras, através dos vínculos de nossa vida mental. O bem é a luz que liberta, o mal é a treva que aprisiona...Estudando as leis do destino, é preciso atentar para semelhantes realidades indefectíveis e eternas.” (70/71) – AÇÃO E REAÇÃO – André Luiz, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

JUSTIÇA DIVINA - CONSCIÊNCIA
“O homem é o seu próprio juiz, no aquém e no além. Ninguém lhe pede contas do que fez, mas ele mesmo se defronta com a imagem do que foi e do que é. Essa a infalibilidade da Justiça Divina. O Tribunal de Deus está instalado na consciência de cada um de nós e funciona com a regularidade absoluta das leis naturais. Não somos julgados por nenhum tribunal sobrenatural, mas pela nossa própria consciência. Daí a fatuidade dos julgamentos religiosos, das indulgências e sacramentos. Deus, o Existente, partilha conosco as provas existenciais. E é dentro de nós, em nossa consciência, em nosso íntimo -- sem que tenhamos a mínima possibilidade de fuga ou desculpas mentirosas -- que somos julgados.
Mas a Justiça de Deus, se é rigorosamente precisa, é também revestida de misericórdia. As atenuantes justas são levadas em conta e as oportunidades de regeneração e reparação dos erros e crimes jamais nos serão negadas. Deus não nos castiga ou reprova. Entrega-nos a nós mesmos, sob a garantia infalível do tribunal existencial. Deus não nos criou para perdição, mas para o desenvolvimento das nossas possibilidades divinas. O simbólico pagamento das dívidas do passado não é mais do que a reparação necessária dos nossos erros, por mais graves que sejam, para que possamos continuar na administração da nossa herança divina.”

CONCEPÇÃO EXISTENCIAL DE DEUS, Paidéia, J. Herculano Pires, fls. 87.

VIVER É SOFRER ?

“Não estamos na vida para sofrer, mas para aprender. Cada dificuldade que nos desafia é uma experiência de aprendizado. O sofrimento é conseqüência da nossa incompreensão da finalidade da vida. Desenvolvendo a razão no plano humano, o ser se envaidece com a sua capacidade de julgar e comete os erros da arrogância, da prepotência, da vaidade, da insolência. Julga-se mais dotado que os outros e com mais direitos que eles. Essa é a fonte de todos os males humanos. A doutrinação espírita equilibrada, amorosa, modifica a nós mesmos e aos outros, abre as mentes para a percepção da realidade-real que nos escapa, quando nos apegamos à ilusão das nossas pretensões individuais, geralmente mesquinhas. Foi isso o que Jesus ensinou ao dizer: “Os que se apegam à sua vida perdê-la-ao, mas os que a perderem por amor a mim, esses a encontrarão”. A meditação sincera e desinteressada sobre estas coisas é o caminho da nossa libertação e da libertação dos outros. Só aquele que está livre pode libertar.” –

J. HERCULANO PIRES, “Obsessão – O Passe – A Doutrinação”, Paidéia, 1997, fls.70.“.


O FLUXO DO DAR E RECEBER

A troca é uma coisa honesta, legítima. Vocês, no entanto, valorizam muito o dar sem pensar em receber nada em troca.
- Eu dei de coração, dei por amor – costumam dizer.
- Aquela pessoa faz tanta caridade. Dá tudo de graça.
A gente acha isso bonito, mas, aqui no astral, não é assim, não. É tudo feito à base de troca. Começa que Deus não dá nada de graça. Para tudo o que dá, Ele cobra o seu esforço em aprender, o seu empenho. E se Deus der, ai de você se não usar ou, ainda, se não souber usar direito, pois vai se machucar. Quem ganha tem que aprender a usar e a ser responsável por tudo aquilo que ganhou.
A natureza exige que você retribua. Por isso, nada é de graça neste mundo. Trocar é a palavra ideal. Ou será que você é aleijado para receber tudo de graça?
- Ah, eu quero. Deus, me ajude! Calunga, me ajude!
- Por quê eu vou ajudar você de graça? O que você vai dar em troca? Vai ser melhor que os outros, pelo menos?
Vocês pedem, pedem de boca aberta, feito bebê que vai mamar.
- Em troca, não dão nada, não? Não vão fazer o bem para alguém? Quem recebe também tem que dar.
Não pensem que o compromisso com a vida é assim de graça. No mínimo, você tem que acreditar, ter fé. Se não pagar com a sua fé, não recebe de Deus nada. Deus exige:
- Só dou se você tiver fé. Se não tiver fé, não dou.
Ele não está pedindo dinheiro, mas está pedindo fé. Tudo tem troca.
- Então, eu também não ajudo se você não me der nada em troca. Se não me der o seu empenho em realizar a sua parte. Dinheiro não me interessa, porque defunto não pode gastar mesmo. Mas eu quero, pelo menos, a sua fé, o seu esforço interior. Alguma coisa tem que dar em troca.
A vida é uma troca constante. Recuse-se a aceitar de graça. Tudo o que você aceita de graça hoje, amanhã cobram e forçam você a pagar o que quiserem. Tome cuidado com a ajuda de graça, pois todo mundo tem algum interesse nisso.
Deus quer que a gente saiba trocar com respeito. Uma troca com respeito é uma troca consciente.
- Você vai me dar isso, eu vou lhe dar aquilo. Se está bom para você, está bom para mim. – Isso é muito justo. Dois serem humanos dignos.
O povo brasileiro perdeu a vergonha de pedir esmola. Todo mundo pede. Que coisa feia! No meu tempo, pedir as coisas para os outros era uma vergonha. Só mesmo em caso de grande necessidade e, assim mesmo, sempre oferecendo alguma coisa em troca. Mas vocês pedem tudo de graça! Quem ensinou isso a vocês?
A conta vem no final. Ah, vem! Deus vai dando, vai dando, e aí Ele vem com a conta:
- Vamos ver? Chegou a hora de pagar.
Não há quem não receba que não tenha conta para pagar. Não tem talento que você ganhe que, no final, não tenha que pagar. Vai ter que pagar de qualquer jeito. Se não for com dinheiro, vai pagar de outra forma.
A vida é assim: uma constante troca. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Tudo se compensa. Ninguém fica dando, dando, dando... e acabou. E o receber? e o produzir? E o devolver para que haja o fluxo de continuidade de bênçãos no universo. Existe um fluxo de bênçãos na vida. Quem recebe tem que retribuir de alguma maneira, senão o fluxo vai pressiona-lo:
- Você vai interromper a corrente de bênçãos divinas? Não, senhor. Agora, você vai dar, queira ou não.
Com a vida não se brinca. Ela é boa, mas quer as coisas direitinho. Malfeitas, não. Mas o povo rouba, abusa. Acha que está levando vantagem. Deixe! Eles vão ver a hora que a vida resolver cobrar:
- Agora, chegou a sua vez de ser roubado! Chegou a sua vez de pagar.
E paga mesmo, pois a vida cobra.
- Por quê essas desgraças acontecem na minha vida? – pergunta a pessoa.
- A vida dá o troco. E a pessoa paga o mal que fez com o próprio mal.
Alguma coisa você tem que fazer em troca.A natureza deixou você ir até onde queria, permitiu, deu a você a chance. Você foi, mas não trocou. Foi desonesto. Agora, precisa acertar as contas com a sua consciência. Não é que faz, paga. Também não fazendo, você paga.
Tudo se paga. A vida é um fluxo. Você tem que oferecer algo em troca. Mas não adianta oferecer sacrifício, pois isso não interessa.
- Ah, Deus, se você me arranjar emprego, vou cortar o cabelo. Vou levar vela para santo...
Vocês fazem promessa, mas isso não interessa. Ainda se dissessem:
- Vou levar uma comida para um pobre. De agora em diante, vou tolerar mais meus parentes...
Aí sim, estariam fazendo um bem para si e para os outros. A natureza ficaria feliz.
- Ah, que bom! Eu dou um bem para essa pessoa e ela distribui. Então, deixa eu dar mais...
Vocês precisam também saber pagar a Deus. Vamos perdoar, porque Deus quer que vocês perdoem a todo mundo, porque todos são filhos de Deus. Vamos fazer alguma coisa boa? Se você recebe um bem, é porque você é bom. Então, Deus está até lhe devendo. É só pedir. Mas, às vezes, as pessoas boas nunca pedem. Elas acham que não precisam pedir, porque Deus sabe o que elas precisam.
Se você não pedir, Ele não faz, porque Deus gosta dos negócios limpos. Uai, ninguém vem entregar comida na sua casa se você não for comprar. Deus é a loja. Ele fica esperando você ir lá para pegar, senão Ele não vai à sua casa entregar. Você precisa chegar lá e dizer o que você quer. Deus é um armazém eterno. Tem de tudo, mas é você quem decide o que quer, o quanto quer e do jeito que quer. Deus não tem que ficar adivinhando. É você quem faz o pedido.
Às vezes, você pega a prenda e a reproduz pelo bem do povo. Então, já está pagando, porque já está distribuindo o bem. Portanto, você tem crédito. Pode voltar à loja de Deus e pedir mais. Mas quem pede, pede e não faz nada em troca fica com o crédito baixo.
Vamos pensar em dar? Você que está aí, dizendo que está carente, esquecida, abandonada, sofrida. Todo mundo, mesmo quem está em uma cama, pode dar uma palavra, dar sua paciência para os que estão em volta. Todo mundo tem sempre algo para dar.
Se você não entrar no fluxo do dar e do receber, você não vai ficar rica. E se enriquecer pelo roubo, enfraquece na saúde, na proteção espiritual. Daqui a pouquinho, estará obsediado, com o coração explodindo... A vida é assim: quem abusa de um lado paga do outro...
(Calunga, pela mediunidade de Luiz Antônio Gasparetto, na obra UM DEDINHO DE PROSA, Espaço Vida & Consciência, 3a. edição)

OS SENTIMENTOS : AMIGOS OU ADVERSÁRIOS ?


“O AMOR - “Os sentimentos são conquistas nobres do processo da evolução do ser. Desenvolvendo-se dos instintos, libertam-se dos atavismos fisiológicos automatistas para se transformarem em emoções que alcançam a beleza, a estesia, a essência das coisas e da vida, quando superiores, ou as expressões remanescentes do período primário como a cólera, o ciúme, as paixões perturbadoras.
Na fase inicial do desenvolvimento, o ser possui as sensações em predomínio no comportamento, que o vinculam ao primitivismo, exteriorizando-se na forma de dor e prazer, de satisfação e de desgosto... As manifestações psicológicas somente a pouco e pouco se expressam, rompendo a cadeia das necessidades físicas para se apresentarem como emoções.
Nesse processo, o ser é prisioneiro dos desejos imediatos e grosseiros da sobrevivência, com insight de percepção da harmonia, do equilíbrio, das alegrias que não decorrem do estômago ou do sexo. Lentamente, à medida que supera o egocentrismo do seu estágio infantil, desabrocham-lhe os sentimentos de valores morais, de conquistas intelectuais, culturais, artísticas, idealísticas.
O largo trânsito pelos impulsos do instinto deixa condicionamentos que devem ser reprogramados, a fim de que as emoções superem as cargas dos desejos e do utilitarismo ancestrais.
O primeiro, e certamente o mais importante, sentimento a romper o presídio dos instintos, é o amor. De começo, mediante a vinculação atávica com os genitores, os familiares, o grupo social que o protege, as pessoas que lhe propiciam o atendimento das necessidades fisiológicas.
Logo depois, embora o desenvolvimento se faça inevitável, apresenta-se egoístico, retributivo, ainda vinculado aos interesses em jogo.
Somente quando canalizado pela mente e pelo conhecimento, agiganta-se, constituindo-se objetivo do mecanismo existencial, capaz de se libertar dos efeitos rigorosos dos instintos.
Face à própria historiografia, externa-se como desejo de posse, na ambição pessoal para a eleição do parceiro sexual, fraternal, amigo.
Em razão disso, confunde-se, ainda hoje, o amor com os jogos do sexo, em tormentos conúbios, nos quais sobressaem as sensações que os entorpecem e exaurem com facilidade.
O amor é o alicerce mais vigoroso para a construção de uma personalidade sadia, por ser gerador de um comportamento equilibrado, por propiciar a satisfação estética das aspirações e porque emula ao desenvolvimento das faculdades de engrandecimento espiritual que dormem nos tecidos sutis do eu profundo.
Se desperta paixões subalternas como o ciúme, o azedume, a inveja, a ira, a insegurança que fomenta o medo, ainda se encontra no primarismo dos instintos em prevalência.
Somente quando é capaz de embelezar a existência, proporcionando vida psíquica e emocional enriquecedora, é que se faz legítimo, com os recursos que o libertam do ego. Predominando na fase de transição – do instinto para o sentimento – o ego é o ditador que comanda as aspirações, que se convertem em conflitos, por direcionamento inadequado das forças íntimas.
Sendo um dínamo gerador de energia criativa e reparadora, o amor-desejo pode tornar-se, pela potencialidade que possui, instrumento sórdido de escravidão, de transtornos emocionais, de compromissos perturbadores.
A necessidade de controlá-lo, educando as emoções, é o passo decisivo para alcançar-lhe a meta felicitadora.
Toda vez que gera tormento de qualquer natureza, insatisfação e posse, prejudica aquele que o experimenta.
Para libertar-se dessa constrição faz-se imprescindível racionalizá-lo, descondicionando o subconsciente, retirando os estratos nele armazenados e substituindo-os por idéias otimistas, aspirações éticas.
Gerar pensamentos de auto-confiança e gravá-los pela repetição; estabelecer programas de engrandecimento moral e fixá-los; corrigir os hábitos viciosos de utilizar as pessoas como coisas, tendo-as como descartáveis; valorizar a experiência e vivenciar, evitando a autocompaixão, a subestima pessoal, que escondem um mecanismo de inveja em referência às pessoas felizes, constituem técnicas valiosas para chegar ao patamar das emoções gratificantes.
O amor é o grande bem a conquistar, em cujo empenho todos devem aplicar os mais valiosos recursos e esforços. Não obstante, a larga transição no instinto pode transformá-lo em adversário, pelos prejuízos que se originam quando se apresenta em desorganizada manifestação.
Possuidor de uma pluralidade de interesses, expande-se à Natureza, ao próximo, a si mesmo e ao Poder Criador, abrangendo o Cosmo...Quando alcança a plenitude, irradia-se em forma co-criadora, em intercâmbio com as energias divinas que mantêm o equilíbrio universal; o sentimento de amor cresce e sutiliza-se de tal forma que o Espírito se identifica plenamente com a Vida, fruindo a paz e a integração nela.”

OS SOFRIMENTOS – Os sofrimentos são ocorrências naturais do processo evolutivo, constituindo desafios às resistências dos seres. Nas faixas primárias, nas quais predominam os instintos e as sensações, eles se manifestam em forma de agressivas dores físicas, em razão da ausência de percepção emocional para decodificá-los e atingir as áreas mais nobres do cérebro, igualmente limitado. Desse modo, manifestam-se nas criaturas humanas, nos vários aspectos: físicos, morais, emocionais e espirituais. Quanto mais elevado o ser, tanto maior a sensibilidade de que é dotado, possuindo forças para transubstancia-los e alterar-lhes o ciclo de dor, passando a ser metodologia de educação, de iluminação. Inevitáveis, quando no campo físico, decorrem dos processos degenerativos da organização celular e fisiológica, sujeita aos mecanismos de incessantes transformações, como da invasão e agressão dos agentes microscópicos destrutivos. No ser bruto, expressam-se em forma de desespero e alucinação, com altas crises de rebeldia. À medida que a sensibilidade se lhe acentua, não obstante a força de que se revestem, podem ser atenuados pela ação da mente sobre o corpo gerando endorfinas que, na corrente sanguínea, anestesiando-os, diminuem-lhes a intensidade. Os morais são mais profundos, abalam os sentimentos nobres, dilacerando as fibras íntimas e provocando incontida aflição. Impalpáveis, as suas causas permanecem vigorosas, minando as resistências e, não raro, afetando, por somatização, o corpo. Atuam nos sensíveis mecanismos das emoções, dando lugar a outros distúrbios, os de natureza psicológica. Somente uma forte compleição espiritual se lhes poderá opor, ensejando energias próprias para suporta-los e supera-los. A canalização correta do pensamento, isto é, a racionalização deles e aceitação como processo transitórios de evolução, torna-se-lhes a terapia mais eficiente, por propiciar renovação íntima e equilíbrio. Os de natureza emocional, qual sucede com os demais, têm suas matrizes nas existências passadas, que modelam, nos complexos equipamentos do sistema nervoso, na organização sensorial, por intermédio da hereditariedade, a sensibilidade e as distonias que se exteriorizam como distúrbios psicológicos, psíquicos... Face a anterioridade das suas origens, produzem aflições no grupo social, por motivo da alienação do paciente, agressivo ou deprimido, maníaco ou autista, inseguro ou perseguidor. Somem-se ao fator central, as ressonâncias psicossociais, socioeconômicas e as interferências obsessivas que darão lugar a quadros patológicos complexos e graves, sem que o enfermo possa contribuir com lucidez para a recuperação. Há exceções, quando as ocorrências permanecem sob relativo controle, facultando erradicação mais rápida. Os de natureza espiritual têm a sua gênese total no pretérito, às vezes somada às atitudes irrefletidas da atualidade. Invariavelmente trazem conexões com seres desencarnados em processos severos de deterioração da personalidade. Em qualquer manifestação, os sofrimentos são efeitos do mecanismo evolutivo – desgaste dos implementos orgânicos -, da aprendizagem de novas experiências, da ascensão do ego para o self. Enquanto o ego predominar em a natureza humana, maior soma deles se fará presente, face a irreflexão, à imaturidade psicológica, ao desajuste em relação aos valores da personalidade. Os conflitos, que decorrem de alguns sofrimentos ou que levam a outros tipos de sofrimentos, no ego imaturo encontram mecanismos de evasão da realidade, dando surgimento a patologias especiais. A pretexto de ascensão moral e espiritual, são engendrados distúrbios masoquistas, fazendo crer que a eleição do sofrimento auxilia na libertação da carne – cilícios, jejuns injustificáveis, macerações, solidão, desprezo ao corpo, castrações, etc. – refletindo, não a busca do Si, mas um prazer degenerado perturbador. Outrossim, quando se impõem os mesmos métodos a outros seres, a pretexto de salva-los, não há saúde mental nem espiritual na proposta, mas sim, sadismo cruel. O amor lenifica a multidão de pecados, como acentuou Jesus, com a Sua psicoterapia positiva. Ele sofreu, não por desejo próprio, mas para ensinar superação das dores e, ao jejuar, preparou o organismo para bem suportar os testemunhos morais. Ele encontrava beleza e prazer nos lírios do campo, nas aves do céu, nas redes e pérolas, sendo a Sua mensagem um hino de louvor à vida, à saúde, ao amor. Jamais se reportou à busca do sofrimento como recurso de salvação. Esse acontece por efeito da conduta humana, inevitavelmente, não por escolha de cada um. A vida são as expressões de grandiosa harmonia na variedade de todas as coisas. O ser humano existe, fadado para a conquista estelar. A saúde plena e o não-sofrimento são as metas que o aguardam no processo de conquista pelos longos caminhos de sua evolução. A canalização da mente para o bem – o ideal, o amor – é o antídoto para todos os sofrimentos, porquanto do pensamento para a ação medeia apenas o primeiro passo.
(AUTODESCOBRIMENTO – Uma Busca Interior, Joanna de Angelis pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco, Alvorada Editora, 2001, 1995, 8a.edição, fls.136).

OBSERVA O HOJE


“Não te preocupes muito com o ontem, nem tampouco com o amanhã. O que passou nos serve, de vez em quando, para uma avaliação dos nossos deveres nos certames futuros, sem que a nossa visão ou a nossa sensibilidade se atrofie em falsas apreensões. Trabalha no hoje, analisa a tua própria personalidade e vê o que nela tens a consertar, na seqüência que as leis da serenidade nos ensinam, para que não haja violência em qualquer sentido.
O hoje é o campo, não só de observação, mas de execução, de aprimoramento das nossas qualidades e o engenho deste trabalho se manifesta pela nossa vontade. Já que aceitamos o progresso e a evolução de tudo o que nos cerca, por que permanecermos estacionados em regime de conservação em relação à nossa moral ? Será que a razão não participa do homem quando se tratam de regras de religião, regras essas que obedecem ao tempo e ao próprio empuxo do mesmo progresso?
As leis são as mesmas em todas as dimensões da vida. Elas acompanham a escala de aperfeiçoamento com perfeita justiça. A imparcialidade é, pois, o maior sintoma da perfeição.
Não queiras viver o hoje obedecendo às regras humanas do ontem e não intentes colocar em teus passos as conjecturas de conceitos de um futuro distante. Muitos entram em desequilíbrio por quererem viver o presente sob a influência do passado ou então passar os dias de hoje viajando em carros invisíveis do futuro.
Certamente que somos influenciados pela conduta que tivemos. No entanto, o agora serve para limparmos estas mazelas, sem lhes darmos maior atenção. Com a modificação interna dos nossos sentimentos, marcamos para os tempos que se aproximam a era de Aquário, da renovação das criaturas que anseiam pela felicidade.
Estamos trabalhando em uma época para acordar os que dormem, ajudando-os a pensar e a falar, a conhecer a verdade, para que essa verdade os torne livres das pesadas algemas da incompreensão.
Estamos entrando na época de luz, onde nunca mais se poderá esconder a Sabedoria. Ela se apresenta por si mesma, sob a égide do Grande Mestre da fraternidade cósmica, com a mensagem do Amor para todas as criaturas. Concentra-te no que deves fazer agora e faze o bem primeiramente a ti mesmo, sem que o egoísmo invada o teu coração. Investe, com todas as tuas forças, para a conquista dos bens imperecíveis que devem ser entregues aos sentimentos, sem que o orgulho interrompa os teus esforços.
Depois de preparado para o grande empenho de servir, faze-o sem constrangimento em todos os lados em que fores convocado para ajudar. Nesta hora, alimenta o desprendimento e evoca as forças do Amor, para que o Perdão entre em evidência, fazendo a transformação devida: morre o homem velho e nasce o novo homem, forjado pelos cromossomos divinos para o futuro. Assim, já podes ajudar à futura geração, com condições altamente sensíveis, de maneira a amar por Amor, sem que as exigências costumeiras se associem.
Faze alguma coisa, hoje mesmo, por ti próprio, sem pensar no que vais receber amanhã. A natureza cuida disso e te entregará tudo o que for teu, pela lei da justiça palpitante em todo o Universo, regendo a integração do espaço cósmico. “.


(CIRURGIA MORAL – médium João Nunes Maia – Espírito Lancellin)

PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA


“Qual é a mulher que tendo dez dracmas e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa e não a procura diligentemente até achá-la? Quando a tiver achado, reúne as suas amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, porque achei a dracma que tinha perdido! Assim, digo-vos, há júbilo na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. LUCAS, XV, 8-10.

O principal escopo de Jesus, durante toda a sua existência na Terra, foi demonstrar aos homens a imortalidade da alma, a vida eterna, a bondade, a misericórdia, a solicitude desse Deus, que ele anunciava para com todas as suas criaturas.

Nunca o Mestre exigiu de seus discípulos holocaustos e sacrifícios. O que ele queria é que o amassem, que cressem na sua palavra e confiassem no Pai que ele tinha vindo anunciar, Pai criador e zelador de toda a sua criação, de todas as suas obras; que veste os lírios e as açucenas, e alimenta os passarinhos; que procura a ovelha perdida; que recebe o filho pródigo, e que sente grande contentamento quando um de seus filhos para Ele se volta e Lhe solicita os benefícios de que necessita para sua ascensão espiritual.

Para bem gravar os seus ensinos na imaginação de seus ouvintes, o Mestre amoroso, sempre que se lhe oferecia ocasião, fazia comparações e servindo-se de ocorrências que se verificavam todos os dias, exaltando assim, os impecáveis atributos de Deus.

A Parábola da Dracma Perdida, que não passa de um simples episódio, em que Jesus reuniu às exortações que fez certa vez aos publicanos e pecadores, compara ele a alegria que há no mundo espiritual, na presença dos mentores, quando um pecador se arrepende, com a alegria que tem uma mulher ao achar 315 réis (uma dracma * Modernamente, a dracma é a unidade monetária da Grécia, dividida em 100 kepta e cotada a 30 por dólar – 1968), que havia perdido!

E faz ver que, pela mesma forma que a mulher, ao perder a dracma, acende a candeia, varre a casa e procura-a diligentemente até achá-la, também Deus emprega todos os meios que sabiamente sugere aos Espíritos seus mensageiros para encontrar a sua dracma, ou seja, o pecador que se perdeu, a fim de ser ele restituído à casa paterna.

O Deus de Jesus, como se vê, é o Deus sábio e benevolente, o Deus amoroso e caritativo, e não o “Deus” pródigo, cioso, vingativo e mau, ensinado pelas religiões humanas, pelos sacerdotes.

É isto que quer a parábola: exaltar a bondade e o amor de Deus, que em nós desperta princípios de sabedoria, para nos aproximarmos do Supremo Senhor.

(PARÁBOLAS E ENSINOS DE JESUS, Cairbar Schutel, O Clarim, 1928, fls.120)

VEDE AS AVES DO CÉU

“Não andeis cuidadosos da vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais que o vestido ? Olhai para as aves do céu, que não semeiam nem ceifam; que não ajuntam em celeiros; no entanto, vosso Pai celestial as almenta. Não valeis vós muito mais do que elas ? (Evangelho).

O trecho acima, extraído do Sermão da Montanha, é um apelo à nossa fé. Jesus nos concita a termos confiança em nosso Deus e Criador, por isso que Ele sabe das nossas necessidades e dispõe de poderes e meios infinitos para satisfazê-las. E, notemos que tal critério está perfeitamente fundamentado. Pois, se Deus é a fonte da Vida e o supremo arquiteto do universo; se Ele suspende e mantém no espaço imensurável mundos e sóis incontáveis; se faz que essas moles gigantescas girem incessantemente dentro das suas respectivas órbitas, sem jamais se colidirem; se guia, orienta e dirige as constelações sem conta, encerrando, cada uma delas, miríades de estrelas de todas as grandezas; se concebeu e decretou leis imutáveis que, de toda a eternidade, regem os dois planos da natureza --- o físico e o moral --- de modo que todos os seres permaneçam sob o influxo dessas leis; se, finalmente, dele mesmo procedemos, por isso que dele emana a Vida que está em nós e que realmente constitui a nossa individualidade, por que duvidarmos do dia de amanhã ? por que nos perturbarmos com o menos, quando nos é dado e assegurado o mais ? Sim; pois não é verdade que a vida é mais que o alimento ? e o corpo mais que o vestuário ? Reflitamos que o alimento não faz a vida; antes, é a vida que, transformando o alimento em sangue, permite e assegura, durante certo tempo, a subsistência do corpo humano no plano terreno. O milagre da transubstanciação do pão em sangue se opera à revelia do homem; portanto, a mesma vida corpórea é dádiva de Deus. Ora, se Ele nos dá a vida não nos proporcionará os meios de mantê-la ? ... Para melhor esclarecer o tema em apreço, o insigne Mestre recorre ao majestoso panorama da natureza que nos cerca, buscando ali o seu material didático. Então diz : Olhai para as aves do céu que não semeiam nem ceifam; que, não ajuntam em celeiros; no entanto, vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas ? Magnífico e estupendo exemplo é esse que o excelso Educador apresenta aos seus educandos. Quanto tem o homem a aprender com as aves ! A primeira e, talvez, a mais excelente das lições é a alegria de viver. Por que não reina em nosso meio aquele contentamento, aquela confiança sadia, aquele prazer inocente de gozar as belezas e os encnatos que a vida natural proporciona ? Um dos motivos, quiçá o principal, é porque não temos fé, é porque a dúvida e o temor nos assaltam a cada passo, ensombrando o carreiro que trilhamos. A desconfiança e a incerteza geram, a seu turno, outros fatores que contribuem para entenebrecer os nossos horizontes, roubando-nos a alegria de viver que os pássaros sabem tão bem desfrutar. A ambição desmedida, tendo como justificativa uma falsa previdência, cujo objetivo, em realidade, é acumular cada vez mais, constitui a fonte de inúmeros males que perturbam e afligem a vida humana. Na sociedade das aves, não se ajunta em celeiros. ... Quando Jesus alega que elas não semeiam nem ceifam, quer com isso dizer que não se preocupam única e exclusivamente com a vida do corpo, como em geral fazem os homens. As aves cantam, salmodiam, festejam a natureza, saúdam a aurora que desponta, amam, constroem seus ninhos com arte e gosto, criam os filhos, revelando cuidados, desvelos e sabedoria. ... A terra dá, farta e abundantemente, pão para a boca de todos. Os homens no seu desmesurado egoísmo, chegam a destruir as messes, ou então, as restringem, ocasionando, dessarte, o encarecimento do custo de vida. ... Outro grande e importante ensinamento, que com elas aprendemos, é o modo de criar os filhos. As aves criam os filhos para a vida, como a vida é. Dão-lhes plena e cabal assistência, enquanto eles disso necessitam. Levam-lhes a comida ao ninho deitando-a cuidadosamente na boca. Logo que os filhotes se emplumam, são instruídos no voar. Os pais os acompanham nas primeiras tentativas enquanto as asas não se acham suficientemente desenvolvidas. Depois, os deixam em liberdade, para que ajam por si próprios, integrando-se na vida social ou coletiva. Nós pretendemos que os filhos sejam propriedade nossa. Queremos imprimir-lhes um determinado roteiro, sem sabermos se é esse o que melhor lhes convém. Por vezes os pais, procuram desviar os filhos da vocação que revelam, forçando-os a abraçar uma carreira para a qual não se sentem inclinados. Daí os desapontamentos, os fracassos e a generalizada ingratidão de que comumente se queixam. Tomemos, pois, na devida consideração as palavras do Rabi da Galiléia: Olhai para as aves do céu ! Vede como vivem ! Aprendei com elas a vida simples, a vida cheia de alegria, a vida sustentada e mantida pelas luminosidades da Fé que gera confiança NAQUELE que tudo pode !
( trecho extraído da obra NA ESCOLA DO MESTRE – Pedro de Camargo (Vinícius), FEESP )

O TESOURO MÁXIMO

Talvez tenhas alcançado a crise das grandes perdas que se nos marcam no mundo como sendo instantes inolvidáveis de dor. Assumiste compromissos, de cuja execução companheiros queridos desertaram...Esposaste deveres de partilha com alguém que te haverá deixado a sós... Abraçaste empresas de elevação e progresso e te viste com os braços despojados de todos os recursos, no justo momento em que mais necessitavas de proteção...Arquitetaste os melhores planos na causa do bem e, quando a concretização deles seguia avançada, eis que te reconheceste de espírito desentendido, na transitória convicção de que o mal te batia em triunfo... Alimentaste altos projetos, quanto ao futuro de seres queridos que tomaram rumo claramente contrário às tuas expectativas... Provavelmente experimentaste a perda de criaturas amadas que a morte física te furtou à convivência, impondo-te o amargo da solidão... Nessas horas de incertezas e lágrimas, quando tudo de melhor te pareça perdido; quando as vagas do sofrimento te houverem sacudido o barco da existência, através das tempestades de angústia; quando a saudade te envolva em nuvens de tristeza; ou quando a incompreensão te marginalize em tribulações difíceis de suportar, não te entregues ao desânimo, nem te refugies no desespero... Em quaisquer circunstâncias, nas quais te vejas de coração sozinho, ou empobrecido de forças, contempla a imensidade dos céus, ergue a fronte, enxuga o pranto e caminha para diante, conservando o bom ânimo e a esperança, porque ainda mesmo quando suponhas haver perdido tudo o que possuías de valioso na Terra, trazes contigo o tesouro máximo da vida, que nenhuma ocorrência do mundo te pode arrancar, porque tens Deus
(COMPANHEIRO, Chico Xavier – Emmanuel)

VIGIAS O QUE FALAS

A tua boca é um canal que obedece cegamente à tua mente. Se as tuas idéias forem negativas, rolarão como pensamentos malfeitores na tua fala e esta corromperá aqueles que te ouvem. És responsável pelo que dizes aos ouvidos dos teus companheiros. Vela o que conversas com teus irmãos, presta bem atenção à formação das tuas idéias e disciplina tuas emoções para que não venhas a cair nas tentações do mal, que sempre espreita a coletividade. Vigia constantemente teus pensamentos e não te esqueças de fazer o mesmo com o que falas.
Deixa vicejar o amor em teu coração e alimenta esse princípio divino em tua vida, para que a tua paz seja duradoura. Se ainda não tens a consciência exata dos valores dos teus pensamentos e das reações deles sobre os outros, passa a observar, de agora em diante, pois a melhor escola é a observação pessoal, sem crítica que pode levar ao desespero.
A tua palavra é uma semente vicejante. Onde cai, pode germinar com traços do teu compromisso e, mais tarde, poderá alterar a tua conduta e te forçares a responder por ela, colhendo os frutos do que plantaste. Porém, se ela é educada e instruída, se está amoldada aos ensinamentos de Jesus, é semente mais viva e te ajudará a construir a tua própria felicidade. Deves zelar pelas tuas palavras, mas cuidar também do que ouves dos outros. A influência danosa pode perturbar a nossa conduta.
Se já abristes as portas do teu entendimento em busca do aprendizado, não percas a oportunidade de seres útil a ti mesmo, criando condições e enaltecendo o Bem no silêncio dos teus próprios sentimentos. Educar-se é analisar a própria vida, selecionar pensamentos, palavras e ações ante os que nos cercam. Esteja sempre atento aos acontecimentos e saberás comportar-te diante de tudo, sem nada menosprezares.
Se o teu irmão aparecer frente a ti, envergando a cruz de dolorosas provações, não te deixes influenciar pela viciação dos erros que carrega. Ajuda-o a melhorar a sua conduta, a desfazer-se das idéias desfavoráveis ao bem comum. Precaver-se, nestes momentos, é manter o que já conquistaste na área do equilíbrio e da paz de consciência. Faze a tua parte, que Deus nunca Se esquecerá de ti. Desliga-te do mal e deixa a luz do Bem clarear o teu caminho que, por onde passares, estarás sempre ajudando àqueles que transitarem por ali. Confia em Deus e em ti mesmo, desde que estejas seguro dos teus próprios atos.
Acautela-te dos impulsos inferiores que, por vezes, assaltam a tua mente, querendo transformar a tua conduta. Revigora a fé pela oração e cria o hábito de servir aos outros sem exigências, para que a caridade, em teus passos, passe a ser a tua própria vigilância.
As nossas palavras podem ser jatos de luz ou impulsos de trevas, sementes do Bem ou convites para o desequilíbrio. Depende da educação e da disciplina que já granjeamos na escola da vida. Estamos sendo chamados todos os dias para o auto-aperfeiçoamento, convite este que poderá passar e demorar a voltar; e não podemos afirmar que, no seu regresso, venha com as mesmas branduras do primeiro chamado, sendo comum o retorno acontecer sob a forma da dor. É a guerra interna, recebendo as bombas dos infortúnios e o fogo das provações, para nos ensinar o que devemos ouvir e o que nos compete dizer.

CIRURGIA MORAL, LANCELLIN, pelo médium João Nunes Maia.

MADRE TEREZA DE CALCUTÁ - SABEDORIA

“Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as pessoas.

DEPRESSÃO - DIÁLOGO FRANCO.



“Visão Espírita: A depressão é vista como um dos grandes males da humanidade. Qual é o melhor remédio para sair da depressão ? Divaldo Franco: Inicialmente procurar um terapeuta competente para que seja detectada se a causa da depressão é derivada das enzimas mentais produzidas pelos neurônios cerebrais ou se se trata de um transtorno de natureza psicológica. Seja qual for a causa da depressão, o Espiritismo oferece uma das mais valiosas contribuições terapêuticas, que é a do otimismo, sugerindo ao paciente autotrabalhar-se. Normalmente, um paciente que tomba numa depressão apresenta-se com suas forças deperecidas, informando não ter condições para reagir; não obstante, com ajuda da terapia, seja homeopática ou alopática, pode se estabelecer um equilíbrio na química cerebral eo paciente fazer o trabalho que lhe diz respeito. Se se trata de uma depressão psicogênica, naturalmente a assistência do especialista é indispensável, mas se ela tem um valor eminentemente psicológico, é necessário que o indivíduo busque recursos que o arranquem daquele estado de melancolia.
VE: Se a auto ajuda é fundamental, de que se constitui? Divaldo: No esforço para a auto-identificação. Fazer uma análise constante de como se é, do que tem acontecido na vida e o que se deseja para poder sair desse colapso que pode levar a um transtorno psicótico de natureza mais profunda, a auto-ajuda é um processo terapêutico com o qual o indivíduo deixa de fragilizar-se para identificar-se com os objetivos superiores, saindo, portanto, do poço onde se encontra, a esforço pessoal, assim ajudando ao seu terapeuta.
VE: Como é que os espíritas devem atuar diante de uma pessoa que precisa de ajuda espiritual? Divaldo: Primeiro, estimular a pessoa a desenvolver seus valores internos ao máximo. Ninguém ajuda a quem não se ajuda. Se não houver nenhuma receptividade do paciente, todos os esforços redundarão baldados.
VE: E isso por quê? Divaldo: Não podemos tomar a medicação de outrem. Nosso primeiro trabalho é dizer ao indivíduo que ele pode, que ele é filho de Deus, que a dor não faz parte do seu esquema de evolução, é um acidente de percurso e se ele levar esforços para mudar aquele momento ele logrará, seja diante de uma enfermidade degenerativa, seja diante de um problema terminal, seja diante de um infortúnio ou de uma tragédia. Nós não podemos dizer para ele que a vida vai sorrir sempre; a vida é feita de desafios; mas vamos dizer que estamos a seu lado, solidários, que choraremos com ele, que sorriremos com ele, que vamos contribuir com ele, mas ele é quem vai resolver o problema. Logo de imediato brindemos-lhe o Evangelho Segundo o Espiritismo, como trilha de consolação, tomemos-lhe o nome, sua idade, seu endereço, e realizemos vibrações de socorro, pedindo aos benfeitores espirituais que, no caso de uma interferência obsessiva, por caridade, tragam essas entidades perversas para a conveniente doutrinação, através de cuja terapia iremos modificar a paisagem mental do doente ou do indivíduo com o problema, para que ele dê curso a sua realidade na vida física.
VÊ: Você é uma pessoa feliz; o que dizem os espíritos que seja necessário para ser feliz? Divaldo: Amar a vida. Minha grande surpresa quando entro em contato com os espíritos, desde a infância, é que eles jamais me trouxeram uma mensagem deprimente ou jamais me fizeram restrição a qualquer pessoa ou censura a qualquer indivíduo, a qualquer organização; sempre me disseram que a vida tem um sentido, que a vida é conforme nós a vejamos. Nosso estado interior reflete como nós vemos a vida. E logo quando Joana de Angelis, como espírito, começou a identificar-se-me, dizia-me da necessidade de fazer um trabalho interior, para ter júbilo, para agradecer a Deus não só o mal que não acontece, mas todo o bem que me acontece; em realidade eu descobri o mapa do tesouro e desde então eu aprendi a ser feliz, mesmo nos momentos mais desafiadores, graças a meu grande temperamento; quando uma dor se abate sobre mim, ao invés de entrar em depressão, eu sou tomado de uma grande alegria, porque, com minha convicção reencarnacionista, eu me dou conta de que é um resgate; ninguém sofre sem uma causa interior e agradeço a Deus por estar sofrendo aquilo, resgatando, portanto, em um estado muito bom. Poderia ser numa situação deplorável em que não tivesse forças. Graças a isso cheguei a esta idade, com paz no coração e com alegria de viver.
VE: Muitas das palestras que tem proferido você encerra com o Poema de Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues (onde agradece pela vida, pelo corpo, pelo lar); por que tem usado esse poema em particular? Quais são os efeitos que ele produz? Divaldo: Eu psicografei esse poema no mês de outubro de 1962, em Buenos Aires, na casa de um amigo que se encontrava num momento muito difícil, de provas e de testemunhos, e então o Espírito Amélia Rodrigues apareceu e me diz: “Há tanto para agradecer e tão pouco para pedir. Porque é que nós pedimos mais do que agradecemos?” E ela transcreveu um poema que é de uma beleza incomparável. À medida em que eu memorizei o poema, ela me sugeriu que não dissesse ipsis verbis como está escrito, mas que deixasse a inspiração fluir e colocasse na palestra conteúdo de acordo com o emocional das pessoas. A partir daí, ele ficou um pouco psicoterapêutico, porque é tão otimista, tão enriquecedor... nós temos tanta coisa para agradecer que, então, não há razão para queixar-se ou para pedir, e eu percebo que, invariavelmente, no momento que há o poema, espíritos venerandos que estão presentes nas reuniões, aplicam energias no auditório, ficando magnetizado. Então, isso fica como uma terapia de grupo e os resultados são excelentes. VE: Vale a pena amar? Divaldo: A vida é um poema de amor. Quem não ama ainda não aprendeu a viver.
(Entrevista com DIVALDO PEREIRA FRANCO, extraída da Revista Visão Espírita, Seda Editora, nº 16)

TENSÃO EMOCIONAL


Não raro, encontramos aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais. Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação. E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo. Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico. Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio. Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhora-la com paciência. Aprenda a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas. Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa do repouso ou o entretenimento em que se te restaurem as energias. Serve ao próximo, tanto quanto puderes. Detém-te ao lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável. Não carregues ressentimentos. Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz. Admite o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir. Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria. Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo. Se amigos te abandonam, busca outros que te consigam compreender com mais segurança. Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor. Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas. Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for. Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo, sem a necessidade de enfrenta-la. E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a benção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com a sinceridade, quando te falte força. Deus te sustentará e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar Deus fará sempre a parte mais importante. EMMANUEL (Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da noite de 14/01/77, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba-MG).

LEI DE CAUSA E EFEITO

“Pessoas me perguntam sobre a expiação dos erros através da reencarnação. Entendem que para expiar um erro é preciso criar outro culpado. Exemplo: se eu matei alguém queimado, tenho que morrer queimado, e para isso alguém teria que ser meu carrasco e pagar em outra vida, e assim sucessivamente, sem fim. É assim mesmo?...”

“R. A Lei de Causa e Efeito é corretiva e não punitiva, e cada caso é visto particularmente, de modo que as regras não se aplicam no geral, mas no particular. Seja como for, as oportunidades de reeducação espiritual têm sempre um acréscimo da misericórdia divina, desde que o espírito se esforce para merecê-la. Aproveitando o exemplo citado, quem feriu o semelhante de tal maneira não terá necessariamente que sofrer o mesmo martírio, apenas deverá resgatar os erros cometidos. Esse resgate pode acontecer através de mil maneiras diferentes, desde que implique no reajustamento do antigo agressor segundo as sábias leis divinas, das quais ninguém fugirá. Não se paga o mal com o mal, mas com o bem, de modo que, para que se consiga o resgate, será imperioso transformar os erros em tentativas de acerto. Assim, e você causou a morte de outro pelo fogo, é possível que você encontre oportunidades de salvar pessoas de perigos semelhantes, sem precisar desencarnar queimado também....” (g.n.)
(Revista VISÃO ESPÍRITA nº 12, de Março de 1.999, da Seda Editora)

A questão está bem relacionada ao interessante tema da LEI DE CAUSA E EFEITO – JUSTIÇA DIVINA e oferece oportunidade de comentários a respeito da inexistência do chamado “castigo de Deus”. Deus não castiga ninguém. O homem sofre as conseqüências das suas atitudes, diante do estado em que se coloca, em que se encontra, e atrai para si as experiências necessárias ao aprimoramento de suas qualidades intelectuais e morais e, quando está saindo do estado de ignorância que o fez errar, sente a vontade natural de reparar os males que causou. A chamada lei de causa e efeito na verdade é uma lei de estado e efeito. O indivíduo sempre será colocado diante das circunstâncias da vida apropriadas ao seu aprendizado, e somente com finalidade educativa (regenerativa, corretiva) e nunca punitiva ou vingativa. De Deus, só vem Amor – mais nada. Não existe sofrimento obrigatório, sendo necessário o sofrimento somente quando não pode a Vida abrir os olhos do homem de outra forma. O ensinamento inicialmente sempre vem pela maneira mais simples, menos dolorosa, tendo todo homem a oportunidade de colher na vida, na natureza, no autoconhecimento, o que poderia transformá-lo, mas a verdade é que no nosso estágio de evolução essa oportunidade quase nunca é alternativa eficaz, diante do mau uso do livre arbítrio. Escolhendo o caminho mais árduo, o homem o percorrerá. Não precisará passar pelo fato específico que causou, se a ocorrência desse fato não tiver chance de lhe ser produtiva no aprendizado. Poderá também não passar nunca, se aprender de outra forma, se se reformar e depois se redimir pela reconstrução do bom da vida, trabalhando em favor do Bem, harmonizando o seu interior com o Bem Universal. Se o homem, entretanto, não se sensibiliza, dado a sua dureza moral, seu egoísmo, seu orgulho, enfim, devido a qualquer deformidade de caráter e não for aproveitada nenhuma experiência positiva para o aprendizado, poderá ser chamado a enfrentar experiência semelhante àquela que impôs ao próximo, para que se sensibilize, sinta a dor que causou. A finalidade, entretanto, não será de retribuir-lhe o mal causado, mas de fazê-lo sentir o que o outro sentiu, para que entenda o mal que causou. As atitudes interiores é que atrairão as experiências adequadas: se positivas e receptivas, agradáveis experiências, caso contrário, exatamente aquelas outras que se tornarem necessárias a sua evolução. A respeito, interessantes os ensinamentos de Emanuel, na obra O CONSOLADOR (FEB, 1940, psicografado por Chico Xavier):

“336. O culpado arrependido pode receber da justiça divina o direito de não passar por determinadas provas? --- A oportunidade de resgatar a culpa já constitui, em si mesma, um ato de misericórdia divina, e, daí, o considerarmos o trabalho e o esforço próprio como a luz maravilhosa da vida. Estendendo, todavia, a questão, à generalidade das provas, devemos concluir ainda, com o ensinamento de Jesus, que ”o amor cobre a multidão de pecados“, traçando a linha reta da vida para as criaturas e representando a única força que anula as exigências da lei de talião, dentro do Universo infinito”.

Emanuel nos ensina então, que o homem reformado pelo amor que veio ajudá-lo a superar seus antigos erros, não necessitará enfrentar provas semelhantes àquelas que infligiu aos irmãos (observe que há mera similitude à Lei de Talião) para despertar sua sensibilidade. Já está arrependido, isto é consciente do erro e desgostoso das conseqüências, transformado, não incorrerá na mesma falta e será chamado pela sua própria consciência, terá despertado espontaneamente no seu coração o desejo de trabalhar na tarefa do bem, da caridade, da reconstrução no Universo dos danos que seus erros causaram. Essa será a alternativa que o fará sentir-se bem e recomposto. Essa é a verdadeira redenção. A redenção é a consciência livre e em harmonia com o Bem, apta e forte para não querer o mal naturalmente, sem medo de castigos ou aflições. É estar com o Bem, porque o Bem é bom. É melhor para si porque se afina com sua natureza. Por isso, dizemos que o bem é o estado natural e certo do homem, que só ali ele encontra a verdadeira e completa realização.
Mediador - 1997

26.2.06

NOSSOS PROBLEMAS


De modo geral, um problema surge à frente e consideramo-nos para logo batidos pela aflição.
Não raro, contornamo-lo através da fuga deliberada. Noutras ocasiões, antes de arrostá-lo, resvalamos em desânimo ou rebeldia. E lá se vai a oportunidade da promoção.

Às vezes, nós – espíritos eternos – perdemos sucessivas reencarnações, simplesmente pelo medo de facear certas dificuldades justas e necessárias ao nosso burilamento.

Problemas, no entanto, constituem o preço da evolução.

Não há conhecimento sem experiência e não há experiência sem provas.

Em todos os níveis da Natureza prevalecem semelhantes princípios. O embrião da planta vive na semente um problema fundamental: como atravessar o envoltório que o resguarda, para construir o seu próprio caminho na direção da luz ? A lagarta enfrenta outro: onde se encasular para ser borboleta?

Não fossem os desafios e exercícios da escola, a cultura, tanto quanto a civilização, seriam tão-somente idéias remotas no campo da Humanidade.

Não te amedrontes ante os problemas que te visitem. São eles recursos naturais da existência, medindo-te a capacidade de adaptação e crescimento.

Nunca te certificarias se possuis bastante reservas de coragem, sem o obstáculo que te ensina a decifrar os segredos da auto-superação, e jamais saberias se realmente amas, sem a dor que te ajuda a desentranhar os mais puros sentimentos do coração.

Problemas são sinônimos de lição. Se tens o caminho repleto deles, isso significa que chegaste à madureza de espírito, com a possibilidade de freqüentar simultaneamente vários cursos de aperfeiçoamento no educandário do mundo.

Bendizei o ensejo de testemunhar a tua abnegação e a tua fé, porque todo momento de compreender e perdoar, auxiliar e edificar, é hora de aprender e tempo de progredir.
(Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier)

FATALIDADE E LIVRE-ARBÍTRIO

Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma em prece roga ao Senhor a concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.

Solicitamos a reaproximação de antigos desafetos.

Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a derrota em romagens mal vividas...

Suplicamos a presença de verdugos com quem cultiváramos o ódio, para tentar a cultura santificante do amor...

Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em que fracassamos, esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o valor...

E com a intercessão de variados amigos que se transformam em confiantes avalistas de nossas promessas, obtemos a bênção da volta.

Efetivamente em tais circunstâncias, o esquema de ação surge traçado.

Somos herdeiros de nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos nossos próprios destinos.

Entretanto, imanizados temporariamente ao veículo terrestre, acariciamos nossas antigas tendências de fuga ao dever nobilitante.

Instintivamente, tornamos, despreocupados, à caça de vantagens físicas, de caprichos perniciosos, de mentiroso domínio e de nefasto prazer. O egoísmo e a vaidade costumam retomar o leme de nosso destino e abominamos o sofrimento e o trabalho, quais se nos fossem duros algozes, quando somente com o auxílio deles conseguimos soerguer o coração para a vitória espiritual a que somos endereçados.

É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada planetária.

Geramos causas de dor ou alegria, de saúde ou enfermidade em variados momentos de nossa vida.

O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as responsabilidades por nós mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo; contudo, o modo pelo qual nos desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias obras facilita ou dificulta a nossa marcha redentora na estrada que o mundo nos oferece.

Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impôe agora, atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta, felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.

(Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier)

CONCENTRAÇÃO MENTAL.

Amigos, muito se fala em concentração mental.
Círculos de fé concentram-se em apelos intempestivos ao Cristo.
Concentram-se companheiros de ideal com impecável silêncio exterior, sustentando inadequado alarido interno.
No entanto, é forçoso indagar de nós mesmos que recursos estaremos reunindo. Simplesmente palavras ou simplesmente súplicas ? Sabemos que o justo requerimento deve apoiar-se no direito justo.
Situando a cabeça entre as mãos é imprescindível não esquecer que nos cabe centralizar em semelhante atitude os resultados de nossa vida cotidiana, os pequeninos prêmios adquiridos na regeneração de nós mesmos e as vibrações que estamos espalhando ao longo de nosso caminho.
É por isso que oferecemos, despretenciosamente, aos companheiros alguns lembretes, que consideramos de importância na garantia de nossa concentração espiritual:
1º) Não olvide, fora do santuário de sua fé, o concurso respeitável que compete a você dentro dele.
2º) Preserve seus ouvidos contra as tubas da calúnia ou da maledicência, sabendo que você deve escutar para a construção do bem.
3º) Não empreste seu verbo a palavras indignas, a fim de que as sugestões da Esfera Superior lhe encontrem a boca limpa.
4º) Não ceda seus olhos à fixação das faltas alheias, entendendo que você foi chamado a ver para auxiliar.
5º) Cumpra o seu dever de cada dia, por mais desagradável ou constrangedor lhe pareça, reconhecendo que a educação não surge sem disciplina.
6º) Aprenda a encontrar tempo para conviver com os bons livros, melhorando os próprios conhecimentos.
7º) Não se entregue à cólera ou ao desânimo, à leviandade ou aos desejos infelizes, para que a sua alma não se converta numa nota desafinada no conjunto harmonioso da oração.
8º) Caminhe no clima do otimismo e da boa vontade para com todos.
9º) Não dependure sua imaginação no cinzento cabide da queixa e nem mentalize o mal de ninguém.
10º) Cultive o auxílio constante e desinteressado aos outros, porque, no esquecimento do próprio “eu”, você poderá então concentrar as suas energias mentais na prece, de vez que, desse modo, o seu pensamento erguer-se-á, vitorioso, para servir em nome de Deus.
(ANDRÉ LUIZ, pela psicografia de Chico Xavier)


BENS MATERIAIS:
COISAS MATERIAIS E COISAS ESPIRITUAIS

Pergunta: Por que vivemos cada vez mais pensando apenas nas coisas materiais e pouquíssimo nas espirituais ?

Resposta : O homem atual vive deslumbrado com os bens materiais, que são colocados à sua disposição pela tecnologia que avança a cada dia através de uma propaganda que insiste em colocá-los como caminho da felicidade. Porém, quando os adquirimos não compramos a solução para os verdadeiros problemas da alma, que são as frustrações, as angústias, a solidão e tantos outros.
Entretanto, espiritualizar-se não significa ser miserável, nem tão pouco deixar de desfrutar de maneira racional os bens materiais que o homem com sua inteligência e seu trabalho já criou. Espiritualizar-se é conduzir a vida no caminho do Bem, do amor ao próximo e da caridade material e espiritual; é fazer esforço constante para corrigir seus defeitos e domar seus maus instintos; enfim, é fazer crescer o reino de Deus dentro de nós.

CONHECIMENTO E EVOLUÇÃO ESPIRITUAL SÃO DIFERENTES

Pergunta : Seria o esclarecimento diferente de evolução espiritual ? Se for, como manter-se equilibrado, uma vez que os nossos erros tornam-se muito mais claros em nossas mentes ?

Resposta : Sim, o esclarecimento é diferente de evolução porque conduz à evolução espiritual.
Quando se tem de percorrer uma estrada longa e cheia de pedregulhos, isto não se torna mais fácil quando esta estrada está iluminada ? Contudo, o trajeto se torna mais curto ou menos cansativo porque o viajante consegue enxergar o final da estrada ?
O esclarecimento apenas nos mostra a direção correta a tomar, mas não poupa a caminhada para se chegar ao objetivo final que é a perfeição.
Assim, para manter-se equilibrado, basta persistir no caminho iluminado, mesmo que os pedregulhos, às vezes, firam nossos pés. Se resistirmos à tentação de buscarmos “atalhos” na escuridão, porque as pedras no caminho estejam nos parecendo muito grandes, estaremos adquirindo o aprendizado que, no final do caminho, terá nos proporcionado a evolução espiritual.
Não devemos temer nossos erros; eles são janelas a nos indicarem o caminho a seguir. Seria impossível vencê-los, se não os identificássemos tais quais são, nem maiores, nem menores.

- Respostas dadas por CHICO XAVIER em dezembro de 1.971, no Programa de TV Pinga Fogo, transcritas no livro PLANTÃO DE RESPOSTAS - PINGA FOGO II - Ed. CEU - 1995.-

BENS MATERIAIS.
711. O uso dos bens da terra é um direito de todos os homens ? --- Esse direito é a consequência da necessidade de viver. Deus não pode impor um dever sem conceder os meios de ser cumprido.

712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais ? --- Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para o provar na tentação.

712-a. Qual o objetivo dessa tentação ? --- Desenvolver a razão, que deve preservá-lo dos excessos. (Se o homem não fosse instigado ao uso dos bens da terra senão em vista da sua utilidade, sua indiferença poderia ter comprometido a harmonia do Universo. Deus lhe deu o atrativo do prazer que o solicita à realização dos desígnios da Providência. Mas, por meio desse mesmo atrativo, Deus quis prová-lo também pela tentação que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve livrá-lo - A.K.)

713. Os gozos têm limites traçados pela natureza ? --- Sim, para vos mostrar o termo do necessário; mas pelos vossos excessos chegais até o aborrecimento e com isso vos punis a vós mesmos.

714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos seus gozos ? --- Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte !

714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima ? --- De uma e de outra. (O homem que procura, nos excessos de toda espécie, um refinamento dos gozos, coloca-se abaixo dos animais, porque estes sabem limitar-se à satisfação de suas necessidades. Ele abdica da razão que Deus lhe deu para guia e quanto maiores forem os seus excessos maior é o império que concede à sua natureza animal sobre a espiritual. As doenças, a decadência, a morte mesmo, que são a conseqüência do abuso, são também a punição da transgressão da lei de Deus).

715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário ? --- O sensato o conhece por intuição e muitos o conhecem à custa de suas próprias experiências.

716. A Natureza não traçou o limite do necessário em nossa própria organização ?
--- Sim, mas o homem é insaciável. A Natureza traçou o limite de suas necessidades na sua organização, mas os vícios alteraram a sua constituição e criaram para ele necessidades artificiais.

717. Que pensar dos que açambaracaram os bens da terra para se proporcionarem o supérfluo, em prejuízo dos que não têm sequer o necessário ? --- Desconhecem a lei de Deus e terão de rsponder pelas privações que ocasionaram.(O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. A civilização criou necessidades que não existem no estado de selvageria, e os Espíritos que ditaram esses preceitos não querem que o homem civiliado viva como selvagem. Tudo é relativo e cabe à razão colocar ada coisa em seu lugar. A civilização desenvolve o senso moral e ao mesmo tempo o sentimento de caridade que leva os homens a se apoiarem mutuamente. Os que vivem à custa das privações alheias exploram os benefícios da civiliação em proveito próprio; não têm de civilizados mais do que o verniz, como há pessoas que não possuem da religião mais do que a aparência).

718. A lei de conservação obriga-nos a prover as necessidades do corpo ? --- Sim, pois sem a energia e a saúde o trabalho é impossível.

719. O homem é censurável por procurar o bem-estar ? --- O bem-estar é um desejo natural. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação, e não considera um crime a procura do bem-estar se este não for conquistado às expensas de alguém e se não enfraquecer as vossas forças morais nem as vossas forças físicas.

720. As privações voluntárias, com vistas a uma expiação igualmente voluntária, têm algum mérito aos olhos de Deus ? --- Fazei o bem aos outros e tereis maior mérito.

720-a. Há privações voluntárias que sejam meritórias ? --- Sim : a privação dos prazeres inúteis, porque liberta o homem da matéria e eleva sua alma. O meritório é resistir à tentação que vos convida aos excessos e ao gozo das coisas inúteis, é retirar do necessário para dar aos que o não têm. Se a privação nada mais for que um fingimento será apenas uma irrisão.

721. A vida de mortificações no ascetismo tem sido praticado desde toda a Antiguidade e nos diferentes povos; é ela meritória sob algum ponto de vista ? --- Perguntai a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se não serve senão ao que a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísta, qualquer que seja o pretexto sob o qual se disfarce. Submeter-se a privações no trabalho pelos outros é a verdadeira mortificação , de acordo com a caridade cristã.

722. A abstenção de certos alimentos, prescrita em diversos povos, funda-se na razão ? --- Tudo aquilo de que o homem se possa alimentar, sem prejuízo para a sua saúde, é permitido. Mas os legisladores puderam interditar alguns alimentos com uma finalidade útil. E para dar maior crédito às suas leis apresentaram-nas como provindas de Deus.

723. A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural ? --- Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a saúde, para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização.

724. A abstenção de alimentos animais e outros, como expiação, é meritória ? --- Sim, se o homem se priva em favor dos outros, pois Deus não pode ver mortificação quando não há privação séria e útil. Eis porque dizemos que os que só se privam em aparência são hipócritas. (Ver item 720).

725. Que pensar das mutilações no corpo do homem ou dos animais ? --- A que vem semelhante pergunta ? Perguntai sempre se uma coisa é útil. O que é inútil não pode ser agradável a Deus e o que é prejudicial lhe é sempre desagradável. Porque, ficai sabendo, Deus só é sensível aos sentimentos que elevam a alma para Ele, e é praticando as suas leis, em vez de violá-las, que podereis sacudir o jugo de vossa matéria terrena.

726. Se os sofrimentos deste mundo nos elevam, conforme os suportamos, poderemos elevar-nos pelo que criarmos voluntariamente ? --- Os únicos sofrimentos que elevam são os naturais, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários não servem para nada, quando nada valem para o bem dos outros. Crês que os que abreviam a vida através de rigores sobre-humanos, como fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de tantas seitas, avançam na sua senda ? Por que não trabalham, antes, em favor dos seus semelhantes? Que visitem o indigente, consolem o que chora, trabalhem pelo que está enfermo, sofram privações para o alívio dos infelizes e então sua vida será útil e agradável a Deus. Quando, nos sofrimentos voluntáriosa que se sujeita, o homem não tem em vista senão a vi mesmo, trata-se de egoísmo; quando alguém sofre pelos outros , pratica a caridade: são esses os preceitos de Cristo.

727. Se não devemos criar para nós sofrimentos voluntários que não são de nenhuma utilidade para os outros, devemos no entanto preservar-nos dos que prevemos ou dos que nos ameaçam ? --- O instinto de conservação foi dado a todos os seres contra os perigos e os sofrimentos. Fustigai o vosso Espírito e nã o vosso corpo, mortificai vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo que se assemelha a uma serpente a vos devorar o coração, e fareis mais pelo vosso adiantamento do que por meio de rigores que não mais pertencem a este século.
(Questões extraídas do Livro dos Espíritos - Allan Kardec)

DINHEIRO

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.

Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.

Não é calor, contudo, adquire agasalho.

Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.

Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.

Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.

Não é cultura mas apóia o livro.

Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.

Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.

Em suma, o dinheiro associado à consciência tranqüila, é alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.
(Dr. Bezerra de Menezes, pela psicografia de Chico Xavier)

PASSES ESPIRITUAIS - O QUE SÃO ?

1. O que é tratamento espiritual ?

R. É o recebimento de passes espirituais pelo indivíduo (paciente), durante uma ou várias oportunidades (segundo suas necessidades), aliado ao seu aprimoramento interior, até que consiga se harmonizar internamente o melhor possível, afinando-se com os reais valores espirituais, o que conduzirá automaticamente ao afastamento de influências espirituais negativas. Os únicos modos de se afastar essas influências são a persistência no bem e a ampliação do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, com a gradual eliminação dos erros advindos principalmente do egoísmo e do orgulho. Nunca se deve confundir o tratamento espiritual com o tratamento físico, pertinente exclusivamente ao médico competente.

1.1 O que são influências espirituais negativas ?

R. São conhecidas como obsessões. Existem em diversos graus e consistem na influência de espíritos inferiores sobre a vontade e a vida de encarnados. Podem advir de sentimentos negativos (produtos de experiências anteriores - reencarnações) e de sintonias negativas atuais do próprio indivíduo.

2. O que é passe espiritual ?

R. É a transferência de fluidos finos e puros que os espíritos operantes retiram especialmente do plano astral e doam ao paciente, com a finalidade de lhe dar maior sustentação e melhores condições para a busca de seu reequilíbrio, procurando eliminar as perturbações de fundo ou origem espiritual. Também há os chamados passes magnéticos, que consistem na transferência de fluidos materiais do médium e do ambiente, destinados ao tratamento material.

3. Além do passe, o que deve ser feito pelo interessado durante o tratamento espiritual ?

R. O paciente deve preparar-se para estar em condições de receber os fluidos que lhe são dirigidos. Por isso, deve procurar afinar suas atitudes com a reforma íntima necessária à maior aproximação com o plano superior da vida. Pode começar a fazer isso, criando o propósito e pondo em prática o hábito de cultivar os bons e afastar os maus pensamentos; eliminar os atos negativos e realizar a cada momento, com todos (sem exceção) que estão próximos a ele, em todas as circunstâncias, a caridade da compreensão que conduz à aceitação e desta leva à dilatação de seu entendimento e de seu coração, para chegar ao amor sem barreiras. Deve procurar orar com bastante consciência, meditando e procurando se conhecer, mostrando-se abertamente a Deus, examinando todos os pontos de sua personalidade, acreditando e confiando no ilimitado amor de Deus à sua pessoa e a todos os seus irmãos, o que conduzirá a saúde espiritual. Deve acreditar em Deus, e que Ele a todas as suas necessidades e de seus irmãos proverá, e acreditar em si mesmo, reservando-se o papel da iniciativa e da persistência na mudança de atitude frente a cada um dos problemas atuais e futuros, enfim, posicionando-se frente à vida, com postura positiva e empreendedora, sem passividade e sem autopiedade. Adotar perante a vida uma posição adequada com a vontade de ser feliz e dar felicidade. Deve, além de orar, vigiar, observando-se, meditando diariamente a respeito das atitudes que tiver que tomar, buscando sempre em sua própria consciência e no ensinamento trazido por Jesus o melhor caminho a seguir em cada situação. A sintonia com o bem não é uma condição de espíritos puros, mas uma possibilidade de qualquer um que queira e se esforce para isso. O que é levado em conta é a real vontade e a persistência no bem, com a superação humilde dos próprios limites. Procurar adotar o hábito de leitura edificante, especialmente do Evangelho de Jesus, criando um clima mental positivo, e se for possível, freqüentar reuniões de estudos, mantendo-se assim sintonizado com o bem. A realização da caridade despretensiosa e humilde também cria energias espirituais positivas.

3.1. Mas isso não parece tão fácil ? !

R. Não, não é tarefa fácil. Mas, com certeza é tarefa possível de ser executada, e você já foi considerado pronto para ela, por isso teve acesso a estas informações e está entendendo estas orientações. Sua vontade firme e consciente será o instrumento de realização de tudo isso. O Plano Espiritual acredita que você pode e por isso lhe administra o tratamento, que é dedicado não só a você mas também aos eventuais agentes obsessores, que recebem igualmente o amor de Deus, como filhos que também são. Se você acreditar também, em si e em Deus, poderá realmente caminhar nessa direção usando suas forças.

4. O tratamento espiritual ocorre somente dentro do Centro ?

R. O passe espiritual ocorre principalmente dentro do Centro, onde as condições de transmissão de fluidos puros são mais favoráveis, mas não somente aqui. Você sempre receberá esses fluidos se estiver precisando e se se colocar em condições de recepção. Mesmo dentro do Centro, o passe começa a partir do momento em que você ingressa e não somente quando você vai à câmara de passes - daí a importância de se vir preparado e de manter um padrão elevado desde sua chegada, ouvindo e se concentrando nas palestras que se efetuam justamente para esse fim.

5. O que mais seria recomendável no dia do passe espiritual ?

R. Todas as sugestões aqui feitas aplicam-se a todos os momentos, não só no dia dos passes, porém, aconselha-se também, especialmente no dia : a) evitar excesso de comida, bebidas alcoólicas ou comidas conhecidas como “pesadas” (especialmente as de origem animal) porque emitem fluidos incompatíveis com aqueles que lhe serão administrados; b) evitar roupas escuras, apertadas, incômodas ou impróprias, optando por roupas agradáveis e harmonizadoras ao olhar; c) durante o dia, procurar orar e se predispor conscientemente a não faltar à sessão; d) ser pontual, para que você possa aproveitar a palestra desde o início e para não interrompê-la nem interferir na concentração dos demais com a sua chegada. Se você não conseguir realizar uma ou mais de uma dessas orientações, vá receber o passe da mesma forma.

6. Mas e se eu não conseguir fazer tudo isso de uma vez ?

R. O que mais importa é o seu esforço e a sua vontade. Não deixando nunca de agir efetivamente em todas oportunidades, você alcançará seu objetivo, com maior ou menor rapidez, conforme a velocidade que suas forças puderem imprimir às suas ações. Faça o máximo que puder e você conseguirá tudo o que precisa. Nunca desista e alcançará seu objetivo. Seja humilde e perceba seus limites – Deus não espera de você mais do que você pode dar.

7. E se eu não puder comparecer ?

R. A assiduidade é muito importante, para que você se reabasteça desses fluidos, que o ajudarão muito a prosseguir no seu intento. Entretanto, se não puder comparecer, persista naquilo que já foi dito e peça a Deus, que Ele, através do Plano Espiritual, o auxiliará. Você nunca está sozinho.

8. Essas pessoas que aplicam os passes são especiais ou diferentes ?

R. Não, não são. São pessoas como você, que receberam habilidade própria para esse tipo de trabalho, com a possibilidade e a obrigação de prestar serviços aos seus semelhantes. O maior trabalho é realizado pelos bons espíritos que coordenam todo o trabalho que é realizado - e que é imensamente maior do que aquele que a gente vê daqui.